Jaru, 15 de março de 2026
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Jaru, 15 de março de 2026

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Dono da RBR responde Verstappen sobre ameaça de deixar equipe: “Para onde iria?”

Dietrich Mateschitz reconhece problemas com a confiabilidade do carro e questiona piloto holandês sobre continuidade na escuderia. Max abandonou seis dos 12 GPs em 2017

Após um início avassalador na RBR em 2016, quando assumiu o lugar de Daniil Kvyat e venceu o GP da Espanha, Max Verstappen tem vivido um verdadeiro calvário na temporada atual da Fórmula 1. Na Bélgica, o holandês largou na quinta posição, se manteve à frente de Daniel Ricciardo, que era sexto, mas acabou parando na oitava volta com problemas no motor. O abandono foi o sexto em doze corridas disputadas até então, e frustrou a enorme torcida que pintou de laranja as arquibancadas de Spa-Francorchamps.

Depois da prova, Jos Verstappen, pai de Max, colocou a culpa das quebras na falta de confiabilidade do equipamento, e negou que o filho esteja exagerando na maneira de guiar o RB13. O ex-piloto, inclusive, pôs em cheque a continuidade de seu primogênito na equipe taurina, enquanto Max se disse “frustrado e desapontado” por não estar conseguindo completar os GPs. Depois das críticas da família Verstappen, foi a vez de Dietrich Mateschitz, proprietário da RBR, reconhecer os problemas na escuderia, mas também questionar o holandês sobre uma suposta saída.

– Uma taxa de 50% de abandono é simplesmente inaceitável. Mas, no momento, para onde ele iria? Mas nós sabemos que não vamos conseguir manter Max por muito tempo sem dar a ele um bom carro. Só que nada mudou para nós. Não podemos conseguir um motor Mercedes ou Ferrari, e a Honda também não nos ajudaria nisso – afirmou o empresário à revista “Speed Week”.

De fato, Max não tem opção viável, a curto prazo, para brigar por vitórias fora da RBR. Com a manutenção da dupla de pilotos da Ferrari para 2018, e a provável confirmação de Valtteri Bottas como companheiro de equipe de Lewis Hamilton na Mercedes por mais um ano, Verstappen não teria outra saída, que não fosse permanecer no time austríaco e esperar por atualizações no motor da Renault. Mesmo encurralado, o holandês não deixou de criticar a equipe.

– Para um time de ponta, isso não pode acontecer. No começo você pode dizer que é má sorte, que essas coisas acontecem. Mas se acontece pela sexta vez no ano, então não dá mais para chamar de má sorte.