Jaru, 15 de março de 2026
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Jaru, 15 de março de 2026

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Homem morre após manter adolescente refém em Senador Canedo

A ação ocorreu na noite de 12 de janeiro de 2026, na Rua BE 8, no Residencial Boa Esperança, e durou mais de 20 minutos até a intervenção da Polícia Militar do 27º Batalhão.

Um homem de 45 anos morreu após manter uma adolescente de 16 anos refém com uma faca, em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. A ação ocorreu na noite de 12 de janeiro de 2026, na Rua BE 8, no Residencial Boa Esperança, e durou mais de 20 minutos até a intervenção da Polícia Militar do 27º Batalhão.

O suspeito foi identificado como Josenildo Alves de Sousa, natural de Barra do Corda, no Maranhão. Conforme o relato da vítima, ele abordou a jovem de forma aleatória enquanto ela caminhava pela rua e a rendeu com uma faca de 39 centímetros encostada no pescoço. A adolescente afirmou que não conhecia o homem e que a agressão ocorreu sem motivo aparente.

A Polícia Militar foi acionada por moradores e deu início às negociações com apoio de um tenente especializado. Durante o diálogo, os policiais chegaram a disponibilizar um carro modelo Fiat Uno para que o agressor libertasse a jovem e saísse do local, mas ele recusou a proposta. Em determinado momento, Josenildo passou a deslizar a faca pelo pescoço da adolescente e causou cortes, o que levou um dos policiais a identificar uma brecha e efetuar disparos.

Mesmo após ser atingido, o homem continuou a segurar a vítima e a feri-la, conforme relato do comandante do 27º Batalhão, tenente-coronel Rogério Virgílio. A equipe então realizou novos disparos até conseguir neutralizar o agressor. Josenildo caiu no chão junto com a adolescente e morreu no local. A jovem foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo), onde passou por cirurgia no pescoço. O estado de saúde dela foi considerado estável nas primeiras avaliações.

Ainda segundo a Polícia Militar, Josenildo apresentava comportamento transtornado, com falas desconexas durante toda a negociação. O ataque foi classificado como aleatório, sem vínculo anterior entre ele e a vítima. O homem tinha passagem por receptação registrada em 2017 no Rio de Janeiro. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o histórico do agressor, possíveis problemas de saúde mental e todos os detalhes da ação policial, incluindo o uso da força letal. Imagens registradas no local foram anexadas à investigação.